"Todos aqueles que amam a sua arte procuram a essência profunda da sua técnica.
A cinematografia, que tem os nervos à flor da pele, necessita de um sistema rigoroso de movimento exacto.
(...) Para poder representar um estudo dinâmico numa folha de papel há que possuir os signos gráficos do movimento.
NÓS estamos à espera do cine-gama.
NÓS caímos, levantamo-nos com o ritmo dos movimentos, movimentos lentos e acelerados,
correndo longe de nós, perto de nós, em cima de nós,
em círculo, em linha recta, em elipse,
à direita e à esquerda, com os signos mais e menos,
os movimentos curvam-se, erguem-se, dividem-se,
fraccionam-se, multiplicam-se por si próprios,
trespassando silenciosamente o espaço.
O cinema também é a arte de imaginar os movimentos das coisas no espaço, respondendo aos imperativos da ciência, sendo a encarnação do sonho do inventor, quer ele seja cientista, artista, engenheiro ou carpinteiro; ele permite realizar, graças ao kinokismo, o que é irrealizável na vida.
Desenhos em movimento. Esboços em movimento. Projectos de futuro imediato."
A cinematografia, que tem os nervos à flor da pele, necessita de um sistema rigoroso de movimento exacto.
(...) Para poder representar um estudo dinâmico numa folha de papel há que possuir os signos gráficos do movimento.
NÓS estamos à espera do cine-gama.
NÓS caímos, levantamo-nos com o ritmo dos movimentos, movimentos lentos e acelerados,
correndo longe de nós, perto de nós, em cima de nós,
em círculo, em linha recta, em elipse,
à direita e à esquerda, com os signos mais e menos,
os movimentos curvam-se, erguem-se, dividem-se,
fraccionam-se, multiplicam-se por si próprios,
trespassando silenciosamente o espaço.
O cinema também é a arte de imaginar os movimentos das coisas no espaço, respondendo aos imperativos da ciência, sendo a encarnação do sonho do inventor, quer ele seja cientista, artista, engenheiro ou carpinteiro; ele permite realizar, graças ao kinokismo, o que é irrealizável na vida.
Desenhos em movimento. Esboços em movimento. Projectos de futuro imediato."
Dziga Vertov, in Kinifot, n.º 1.
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