“[Nessa época] vivia exclusivamente de traduzir fitas e escrever para revistas, jornais e jornalecos. Enchia números inteiros da Imagem com artigos assinados por anónimos pseudónimos vários (Álvaro Gomes, Alberto Fernandes, Fernando Soares, «Caçador de imagens», etc., etc.), inventava crónicas semanais para o Kino e o Notícias Ilustrado, intrigas policiais para não sei onde - literatura alimentícia, em suma, hoje por felicidade esquecida e oxalá ninguém se lembre de ressuscitá-la amanhã. (Aproveito o ensejo para proibir gravemente essas hipotéticas exumações, em geral efectuadas por mini-eruditos, investigadores de larachas inúteis.)”
José Gomes Ferreira, “Nota Final da 2ª edição”, in Aventuras de João Sem Medo – Panfleto Mágico em Forma de Romance, 6ª ed., Lisboa: Diabril, 1976, p. 226.
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